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Interacções elásticas a 2D
No caso das simulações realizadas a duas dimensões, é possível abordar o mesmo problema segundo duas perspectivas diferentes, uma considera, enquanto primeira aproximação, que as partículas depositadas se comportam como gotas líquidas, com regras próprias de coagulação, A segunda perspectiva, considera que as partículas a simular são átomos (ou moléculas) individuais que se comportam de forma semelhante á descrita para o caso unidimensional. O modelo estudado, é apenas uma generalização do estudado anteriormente para 1D, em que se permite mais um grau de liberdade às partículas.
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(5.2) |
Em que os valores
Se definirmos:
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(5.4) |
em que
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(5.5) |
Se separarmos este integral em dois, um de 0 a
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(5.6) |
Considerando apenas o primeiro integral, designando
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(5.7) |
Se definirmos uma função
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(5.8) |
e expandir-mos
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(5.9) |
Somando sobre todas as partículas obtemos:
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(5.10) |
Interacção entre duas partículas
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(5.11) |
Simplificando obtemos:
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(5.12) |
Onde
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(5.13) |
Se considerarmos apenas os somatórios, obtemos:
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(5.14) |
Substituindo na expressão anterior, obtemos:
Segundo [6,40,42],
Sendo que o erro cometido,
Sendo o erro cometido aqui também inferior a 0.001.
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(5.18) |
Usando ainda:
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| (5.20) |
Obtemos finalmente:

Sendo que a energia total do nosso sistema é então dada por:
![\begin{multline}
E_T=\sum_i\frac{Gm_i^2}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\left\{\sum_{n=...
...t{\pi}Erf(\sqrt{-\log 0.3(5+a^2)})}{2(5+a^2)^{3/2}}\right)\Bigg]
\end{multline}](images/img308.gif)
Simulações
As simulações realizadas a duas dimensões obedeceram a um algoritmo semelhante ao descrito anteriormente para o caso unidimensional, com a ressalva de que, neste caso, a partícula tem duas direcções possíveis para se deslocar. Selecciona-se aleatoriamente um local na rede. Se o local se encontrar ocupado, selecciona-se outro. No caso em que o local da rede se encontra livre, mas tem um ou mais primeiros vizinhos ocupados, ocorre a absorção irreversível.
Se todos os primeiros vizinhos estão livres, a partícula difunde-se até atingir um mínimo local da energia, ou até colidir com um agregado pré-existente. Durante a difusão, a partículas apenas se pode deslocar para os locais que sejam seus primeiros vizinhos, não ocorrendo portanto movimentos ao longo da diagonal de uma célula unitária. Quando a posição de miníma energia é atingida, a partícula começa a sentir o efeito da temperatura, passando agora a difundir-se aleatoriamente com probabilidade
durante um número
de passos ou até colidir com uma outra partícula.
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Energia de uma configuração aleatória do sistema para
.
Neste caso, os valores medidos da energia eram da ordem de
, ou seja, cerca de quatro ordens de magnitude inferiores aos verificados no caso a uma dimensão. Por outro lado, a variação média da energia para locais vizinhos da rede era da ordem de
, o que por seu lado, leva a que para se verificar a condição da
Eq. 4.17,
tenha que ser
. Tendo sido este o valor utilizado durante as simulações.
Resultados
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No caso a duas dimensões, o comportamento obtido foi diferente do observado anteriormente no caso uni-dimensional. Neste caso, a distribuição de massa obtida foi um decaimento exponencial com o tamanho do agregado considerado. Com o aumento do valor da cobertura do sistema, verifica-se uma diminuição do numero de agregados de massas pequenas e um consequente aumento do número de agregados cujas massas são maiores, até que para
, na maioria dos casos, todos os agregados já coalesceram num único com massa igual a 9000.
Esta tendência, está bem patente no gráfico que representa a evolução do número de agregados em função do tempo. Inicialmente, observa-se um crescimento linear no tempo, sendo que, posteriormente, quando o processo de coalescencia se começa a tornar importante, o numero de agregados começa a diminuir com a passagem do tempo. Em ambos os casos, a evolução obedece a uma lei de potencia (ver Fig. 5.6).
Influência da temperatura
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Quando se efectuou o estudo da influência que a temperatura tinha sobre os resultados obtidos, foi possível observar um comportamento algo estranho da distribuição de massa e do numero de agregados. Todas as curvas obtidas se sobrepõem á excepção de duas, as correspondentes ás temperaturas de 500 K e 900 K, que se situam abaixo das restantes e aproximadamente sobrepostas uma á outra.
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Infelizmente, devido á falta de tempo para a realização de mais simulações a diferentes temperaturas, não foi possível compreender este comportamento. Podem, no entanto, ser avançadas duas hipóteses para a sua compreensão. A primeira é que podemos estar perante uma transição que seja característica do sistema em estudo. A outra, talvez mais realista, é que o comportamento observado se deve a uma qualquer deficiência do algoritmo utilizado durante as simulações.
Influência do numero de passos de difusão
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De forma semelhante ao que já tinha ocorrido no caso unidimensional, o parâmetro que demonstrou ter uma maior influência sobre os resultados obtidos foi o numero de passos de difusão que se permitia que a partícula a ser depositada desse.
Foi possível verificar que, conforme se aumentava o numero de passos, o numero de agregados de massa próxima de um ia diminuindo de forma gradual. Esta diminuição, começava por ser bastante grande quando o numero de passos permitidos era pequeno, sendo que as diferenças observadas se começam a esmorecer com o aumento do numero de passos. Esta cada vez menor influencia que o aumento do numero de passos revela ter, mostra que a partir de um dado valor, a maioria das partículas já colidiu com um agregado, pelo que o numero de passos que lhe seria permitido dar depois torna-se irrelevante. Este facto dá-nos uma medida do espaçamento médio entre os agregados do nosso sistema, que é da ordem de 10 a 15 unidades de rede desde coberturas muito pequenas (
).
Esta evolução está também patente na
Fig. 5.10, onde é visível que nos instantes iniciais, a evolução apresentar o mesmo comportamento para todos os valores utilizados5.1. No entanto, para valores de
próximos a 0.3, as curvas começam a divergir, apresentando o comportamento descrito anteriormente.
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Influência de A
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O ultimo parâmetro cuja influencia se estudou foi o da constante
que caracteriza o valor do potencial. De forma semelhante ao que acontecia nas simulações a uma dimensão, o valor de
não se encontra definido no programa, estando o seu valor representado pelo parâmetro
definido através da
Eq. 4.18. Foi então valor deste parâmetro que foi variado durante a realização das simulações. Neste caso, o comportamento observado foi semelhante ao verificado aquando do estudo do efeito da temperatura, sendo que verificou-se a ocorrência de duas curvas distintas nas quais se sobrepõem as curvas correspondente aos diversos valores utilizados.


![$\displaystyle E_i=\sum_{k_1,k_2}\frac{Gm_i^2}{[(k_1 L)^2+(k_2 L)^2]^\frac{3}{2}}$](images/img272.gif)


![$\displaystyle E_i=\frac{Gm_i^2}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\int_0^\infty \left[\theta_3^2(e^{-u})-1\right] \sqrt{u}~\mathrm{d}u$](images/img278.gif)
![$\displaystyle E_i=\frac{Gm_i^2}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\left\{\int_0^1 \left[\t...
...}u+\int_1^\infty \left[\theta_3^2(e^{-u})-1\right] \sqrt{u}~\mathrm{d}u\right\}$](images/img281.gif)
![$\displaystyle \int_0^1 \left[\theta_3^2(e^{-u})-1\right] \sqrt{u}~\mathrm{d}u=\...
...nfty\frac{\theta_3^2(e^{-\pi\alpha})}{\alpha^{3/2}}\mathrm{d}\alpha-\frac{2}{3}$](images/img284.gif)

![$\displaystyle E_i=\frac{Gm_i^2}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\left\{\sum_{n=1}^\infty\left[a_n\phi_{1/2}(n\pi)+a_n\phi_{-3/2}(n\pi)\right]+\frac{1}{3}\right\}$](images/img288.gif)
![$\displaystyle E_1^{(2)}=\sum_i\frac{Gm_i^2}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\left\{\sum_...
...\infty\left[a_n\phi_{1/2}(n\pi)+a_n\phi_{-3/2}(n\pi)\right]+\frac{1}{3}\right\}$](images/img289.gif)
![$\displaystyle E_{ij}=\sum_{k1,k2}\frac{Gm_im_j}{[(a+k_1L)^2+(b+k_2L)^2]^\frac{3}{2}}$](images/img291.gif)
![$\displaystyle E_{ij}=\frac{Gm_im_j}{L^3}\sum_{k1,k2}\frac{Gm_im_j}{[(x+k_1)^2+(y+k_2)^2]^\frac{3}{2}}$](images/img292.gif)
![$\displaystyle E_{ij}=\frac{Gm_im_j}{\Gamma(\frac{3}{2})L^3}\int_0^\infty\sum_{k1,k2} e^{-[(x+k_1)^2+(y+k_2)^2]u} \sqrt{u}~\mathrm{d}u$](images/img295.gif)






