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A função de correlação revela-se extremamente importante no estudo desta temática, uma vez que nos fornece uma grande quantidade de informação acerca do nosso sistema. Esta importância é ainda acrescida do facto de que é possível efectuar o calculo da função de correlação a partir de medições experimentais do factor de estrutura da amostra. Torna-se por isto importante efectuar um estudo um pouco mais aprofundado desta função.
Como vimos anteriormente
Sec. 1.3, a função de correlação é definida como:
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(B.1) |
Figure B.1:
Unidade básica de um sistema com
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onde
representa a altura do sistema na posição . A partir desta simples definição, é possível obter muita informação acerca das propriedades intrínsecas ao sistema.
Figure B.2:
Função de correlação de um sistema com
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Debruçemo-nos sobre um sistema periódico, com , constituído por repetições de um padrão simples, um agregado de tamanho seguido de um espaço livre com tamanho . A função de correlação deste sistema encontra-se representada na
Fig. B.2.
A função de correlação, neste caso, apresenta uma sequência de máximos e mínimos, que se repete de 10 em 10 unidades. Os máximos encontram-se nos pontos do tipo
, sendo que os mínimos se encontram em pontos com
. O valor máximo da função de correlação é 0.25, sendo o seu mínimo igual a -0.25. Este tipo de sistemas tem
, se alem disso, consideramos que
é simples perceber que o segundo termo da
Eq. B.1 é simplesmente igual a 0.25. Daqui, se explica o valor mínimo que é atingido pela função de correlação para distancias onde o primeiro termo da
Eq. B.1 é nulo. O valor máximo advém das distancias para as quais ambos os pontos se encontram sempre ocupados.
Figure B.3:
Unidade básica de um sistema com e
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Consideremos agora um sistema periódico, constituído por agregados de tamanho com uma separação de unidades de rede entre eles, como se representa na
Fig. B.3.
Figure B.4:
Representação de um sistema com e e da sua função de correlação.
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Através da figura é possível ver que, o primeiro mínimo da função de correlação corresponde ao afastamento entre os agregados ( ). A função de correlação mantém então esse valor até uma distancia igual ao tamanho médio dos agregados ( ), atingindo de novo o máximo para uma distancia á origem igual á periodicidade do sistema ( ).
Através destes exemplos simples, é possível concluir que a função de correlação mantém a mesma periodicidade do sistema e as suas características fundamentais.
A partir de considerações derivadas da própria definição da
Eq. B.1, é possível obter algumas relações entre o valor da função de correlação a determinadas distancias, com determinadas características intrínsecas do sistema.
Consideremos inicialmente, o valor que a função de correlação toma no ponto zero. Neste caso, o primeiro termo da
Eq. B.1 corresponde a calcular o numero médio de partículas presentes no sistema, uma vez que se calcula o valor médio de uma função que é um nos pontos em que se encontra uma partícula e zero onde não esta nenhuma partícula presente. Este termos corresponde, portanto, á cobertura do sistema. Por seu lado, o segundo termo corresponde ao quadrado da cobertura do sistema, logo a função de correlação toma neste caso o valor:
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(B.2) |
O valor de , dá-nos uma ideia do numero de partículas que têm primeiros vizinhos. Este valor é facilmente calculado, se considerarmos que num aglomerado de partículas, é possível obter pares contíguos de partículas, pelo que, para saber quantas partículas têm primeiros vizinhos, é necessário efectuar uma soma sobre todos os aglomerados com , obtendo então:
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(B.3) |
O primeiro termo desta relação pode então ser expresso como sendo:
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(B.4) |
Sendo a ultima igualdade devido a
Eq. A.9 e a
Eq. A.7. Obtendo finalmente:
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(B.5) |
A análise do valor de para é semelhante, apenas com algumas diferenças. O numero de pares de partículas separados por um espaço, que é possível formar dentro de um aglomerado de partículas, é simplesmente, , pelo que obtemos um termo da forma:
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(B.6) |
Este termo, apenas contabiliza o numero de pares de partículas que estão presentes dentro de aglomerados, mas, os casos em que temos duas partículas separadas por um espaço em branco também devem ser consideradas. O numero destes casos é dado por , o numero de espaços livres no sistema com tamanho igual a um, pelo que obtemos:
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(B.7) |
O somatório presente nesta expressão pode então ser expresso como:
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(B.8) |
Sendo finalmente:
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(B.9) |
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